quarta-feira, 22 de abril de 2009

MUDANÇA DE ENDEREÇO

Atenção, atenção!

Este blog está de casa nova!

Convido a todos os amigos e leitores para que me acompanhem em meu novo endereço:
http://guitediz.wordpress.com

O "nome" é o mesmo, o conteúdo é o mesmo, as idéias são as mesmas e até o escritor é o mesmo! Apenas fatores técnicos me motivaram a efetuar esta mudança, que já passava pela minha cabeça há algum tempo...

Todo o conteúdo deste endereço aqui já foi importado para lá... Meus textos desde março de 2007 e todos os seus comentários! Porém, este endereço aqui continuará ativado, para aqueles que ainda não souberem da mudança...

Portanto, visitem:
http://guitediz.wordpress.com

Adicionem nos favoritos! Contem aos amigos, indiquem!
Até lá!

Yes, WE CAN

Sim, nós podemos.

O povo brasileiro tem, hoje, a maior prova de que pode sim forçar os políticos a andarem na linha. O deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, anunciou hoje a redução das cotas de passagens para os parlamentares.
A partir de agora, apenas os próprios deputados poderão usar o serviço, nada de amigos e parentes voando de graça. A única excessão serão os assessores dos parlamentares, que podem pedir passagens em caso de viagens em que irão representar algum deputado.
Além disso, passagens internacionais só serão liberadas com requisição prévia. Liberado mesmo, só o deslocamento em território nacional. Ainda é importante citar que todos estes gastos - que não serão mais acumulativos; o que não for gasto em determinado período será devolvido à Câmara - deverão ser publicados na internet.
Segundo Temer, as mudanças no sistema de cotas de passagens foram feitas devido à "pressão legítima" da sociedade.

Isso prova que o povo, quando se engaja e demonstra sua indignação, conquista seus objetivos. Esta vontade deveria ser mais frequente entre os brasileiros, este olhar crítico, a cobrança sobre a responsabilidade e a ética daqueles que nos representam.
E a responsabilidade do povo não acaba quando as mudanças ocorrem. Agora, com a divulgação dos gastos pela internet, cabe à população fiscalizar, não tirar o olho de cima dos senhores deputados.
Convido todos a se engajarem, para que façamos justiça a nosso poder.

sábado, 18 de abril de 2009

Revolução já!

No dia 3 de abril escrevi um pouco sobre as questões administrativas do Clube de Regatas do Flamengo. Entre algumas palavras, citei o ex-jogador Leonardo Nascimento de Araújo, o Léo, como um exemplo de administrador no mundo da bola. E nesta sexta-feira, 17, os motivos apareceram.
Leonardo participou do programa Redação SporTV e mostrou porque ocupa a direção da Fundação Milan – que gere o clube italiano de futebol, de mesmo nome, no qual jogam Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato – e porque é tão respeitado na Itália. O dirigente foi convidado a participar do programa para discutir suas recentes declarações que preencheram manchetes em todo o país. “Abre o clube. Vende o Flamengo”, disse. Óbvio que não passaria batido.
Na verdade, as idéias do Leonardo estão (muito) à frente do que é o futebol brasileiro atualmente. Os projetos de um modelo de gestão profissional, busca de investimentos concretos e um grande planejamento de longo prazo para o clube contrastam com a realidade – não só do Flamengo, mas de todos os clubes – de gestões amadoras, que foram novidades em décadas passadas e que já não servem.
“Quem está bem, tem pouca dívida. Quem está mal, está completamente mergulhado em uma crise sem fim e sem alternativa”. Resultado do amadorismo, que gera inadimplência, que faz com que os grandes projetos de um clube sejam ganhar o campeonato estadual e brigar pelo título brasileiro. Que fizeram com que o Corinthians, após receber milhões da MSI e ser campeão brasileiro em 2005, mergulhasse em uma crise e fosse parar na série B, por exemplo.
É indiscutível que o futebol brasileiro não tem mais força. Os clubes não têm potência para competir com as grandes equipes européias nem para segurar um jogador por um ano sob contrato.
Focando mais no Flamengo, que é o objeto das análises do Léo, o cenário que podemos perceber é espantoso. Como alguns devem se lembrar, há alguns anos o governo federal criou políticas para sanar todas as dívidas que os clubes brasileiros tinham. Cenário atual: Flamengo fica um ano sem pagar, perde o parcelamento e tem dívidas maiores do que as de anos atrás. E a inadimplência segue. Lembrando: esta é a realidade da maioria dos clubes.
Todo o sistema do futebol brasileiro é ineficiente. A única forma de investimentos é por meio de contratos de publicidade. Dentro destes contratos, dirigentes precisam correr atrás de adiantamentos para poder pagar o salário de seus jogadores.
A inadimplência continua sendo prática comum porque os dirigentes sabem que isso não lhes causará problema nenhum. No máximo, vai causar ao próximo presidente, ou a qualquer um dos que vierem após este.

Modelos que deram certo

A Europa tem dois exemplos de modelos de gestão que dão certo. No primeiro, os clubes têm donos. Empresas que podem investir seu capital para que o time se desenvolva, sem visar apenas uma gestão. Este modelo, o tão falado “modelo profissional”, é o mais eficiente em minha opinião. É a administração aplicada de forma séria e responsável, sem amadorismo, sem a velha história de “passar o pepino para o próximo que vier”.
O outro modelo é praticado na Espanha, e depende um pouco mais da ação do governo. Há cerca de dez anos, vários clubes espanhóis estavam quebrados, afundando em um mar de dívidas de impostos. Ao invés de adotar uma posição permissiva, o governo deu um ultimato para que os times sanassem as dívidas e organizassem sua gestão para que prosperassem e obtivessem sucesso.
Como conseqüência, uma série de medidas políticas foram criadas para auxiliar estes clubes. Para vocês terem uma idéia, o sucesso de Real Madrid e Barcelona é fruto desta parceria com o estado. Lá, os impostos sobre atletas estrangeiros são reduzidos para algo em torno de 25%, enquanto em outros países do Velho Continente os mesmos jogadores custariam 50% de impostos. Isso facilita muito para que equipes espanholas tenham vantagem competitiva em contratações de alto valor.
Além disso, um exemplo mais concreto. Há poucos anos, a prefeitura de Madrid comprou o centro de treinamento do Real Madrid por mais de 300 milhões de euros, mas ainda permite que o clube utilize o centro de graça durante algumas décadas. Esta grande entrada de capital financiou os “galácticos”.

No Brasil, este segundo modelo não deve acontecer, já que não existe interesse do governo neste sentido. Nos resta então o modelo de gestão privada, que considero muito mais seguro e vantajoso. Acredito que os clubes devem ser geridos de dentro para fora, sem dependência de medidas políticas.

Porém, as idéias de Leonardo não foram tão bem recebidas como se esperava. Muitos dirigentes e membros dos “conselhos” que gerem os clubes, principalmente aqueles ditos “tradicionalistas”, se mostraram contrários ao modelo proposto pelo ex-atleta. E é isto que deixa os clubes amarrados a um sistema que não dá mais frutos. Um sistema que está morto.
Um ex-presidente do Rubro-negro carioca teve a coragem de bater de frente com as idéias do Léo, afirmando que o clube fez uma revolução de gestão em 1976. O que eu, como torcedor, devo fazer primeiro lendo uma declaração deste tipo: rir ou chorar?

É de suma importância que os clubes tenham um dono que controle os investimentos e realmente Administre os times como empresas. Não administre da forma que é feito hoje. Fugir desta idéia é ir na contra-mão do mercado, ser engolido por ele.
Fico feliz que esta discussão tenha tido início, e espero que tenha um final feliz. Considero importantíssimo este salto para o futebol brasileiro, pois falamos aqui de cultura, de paixão nacional. E a maior paixão do povo brasileiro não merece ser largada ao relento.

Links sobre o assunto:
Emerson Gonçalves, no Olhar Crônico Esportivo;
Décio Lopes, no Expresso da Bola;
Lédio Carmona, em seu blog pessoal;
Os três comentaram a entrevista de Leonardo e falaram um pouco sobre seus posicionamentos a respeito. Vale a pena ler.
E por último, mas não menos importante, um link com vários vídeos da participação do Léo no Redação SporTV.

sábado, 11 de abril de 2009

Aparências

Muito se fala que o Brasil é um país que precisa de ídolos. Talvez, em busca destas figuras, o povo brasileiro tente moldar pessoas públicas de acordo com um ideal de perfeição, de super-herói, de alguém acima de qualquer problema de simples mortais, como nós.
Esta tendência do povo brasileiro está estampada nas reações que a repentina – e temporária – aposentadoria do atacante Adriano tem causado. É incrível como ficou fácil julgar o Imperador nestes últimos tempos. Estaria o jogador desdenhando da vida que tem? Do dinheiro que muitos gostariam de ter? Ele é mal-agradecido? Maluco?
Não. Ele é apenas um ser humano.
Adriano está sendo julgado porque fugiu do padrão. Por ter admitido uma fraqueza, ter fugido do estereotipo de bom moço inatingível. Considero a atitude dele uma das mais nobres: buscar a felicidade, sem se importar com os dedos que apontarão de todos os lados: da mídia, do povo e dos críticos – que, de repente, se tornam especialistas em comportamento humano, psicologia, etc.
Agora o Adriano é “bandido”. É “maloqueiro”. “Traficante”. O Adriano foi, na verdade, na contramão da sociedade das aparências. No Brasil, o povo gosta é do que aparece na TV como bonzinho, como certinho. E muitas vezes esta imagem não passa de marketing. De uma máscara.
Não sou contra os bonzinhos, mas sou contra esta cultura que prima pelas aparências. Todos sabem que a realidade que o Imperador vive é a mesma pela qual centenas de garotos passam: a ascensão social sem alicerces sólidos, somada à pressão causada pela superexposição da vida pessoal, quando o que o atleta faz em seu período de folga se torna mais importante e evidente do que seus gols e a própria carreira. Uma bomba que pode explodir a qualquer momento.
Muita gente que está aparecendo na televisão julgando a atitude do Adriano não tem moral nenhuma pra julgar ninguém. Cometeu erros até piores do que o Imperador cometeu. O caso poderia se tornar até mesmo um exemplo positivo, para que as pessoas busquem a felicidade enfrentando qualquer obstáculo e o próprio medo. Ou para que as pessoas busquem ajuda quando estão com problemas.
Mas o Brasil vive de aparências. Aqui, é assim: “me engana que eu gosto”...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Flamengo: nova parceria está próxima

Hoje, mais cedo, falei sobre a busca do Flamengo por um novo patrocínio. Especulei inclusive um valor...

O Corinthians fechou contrato com a Batavo para estampar a marca da empresa durante a temporada. As cifras giram em torno dos 18 milhões de reais, consequência do "efeito Ronaldo". Creio que o Flamengo, mesmo sem um jogador de tanta visibilidade mundial, consiga um valor próximo a este. (texto na íntegra na postagem abaixo, ou aqui)

No meio da tarde, foi veículada no Terra uma notícia dando informações sobre a possibilidade da nova parceria ser anunciada já na próxima segunda-feira.
Segundo a notícia, existem três empresas na disputa pelo contrato com o Fla: uma do ramo alimentício, uma de eletrodomésticos e a terceira, segundo fontes internas a favorita, de telefonia. A maior oferta está em torno dos 16 milhões de reais, valor dentro da margem que especulei em minha última análise. A diretoria do clube ainda negocia para aumentar a oferta em R$ 2 milhões, chegando assim aos 18 milhões - valor que supera, e muito, a última oferta feita pela Petrobras, de 14,2 milhões.

Segundo o presidente em exercício do Flamengo, Delair Dumbrosck, a equipe pode estrear os uniformes com o novo patrocínio já na próxima quarta-feira, quando disputa jogo de ida válido pela segunda fase da Copa do Brasil em Belém (PA), contra o Remo.

Além disso, outra notícia ainda informou que o rubro-negro segue brigando na justiça para antecipar o fim do contrato com a Nike, e que o contrato com a Olympikus já está engatilhado.

Flamengo em busca de nova parceria

Quem assistir ao clássico Flamengo e Fluminense, no domingo (5), estranhará a camisa do rubro-negro carioca. A equipe jogará com o uniforme limpo, sem os patrocínios da Petrobras. Nesta quinta-feira, o presidente do clube, Delair Dumbrosck, anunciou que o contrato com a empresa não será renovado.
A parceria se encerra depois de quase 25 anos. Portanto, alguns torcedores - como eu - verão pela primeira vez o uniforme sem qualquer logotipo. Estranho, não?

Agora começa a corrida para fechar um novo patrocínio. O Fla precisa de dinheiro com urgência, pois a situação financeira do time não é nada boa. Ao mesmo tempo, acredito que a oferta será muito boa, pois a camisa rubro-negra ainda representa a maior torcida do país e vende como água.

O Corinthians fechou contrato com a Batavo para estampar a marca da empresa durante a temporada. As cifras giram em torno dos 18 milhões de reais, consequência do "efeito Ronaldo". Creio que o Flamengo, mesmo sem um jogador de tanta visibilidade mundial, consiga um valor próximo a este.

Sem afobação, a diretoria do clube deve procurar o melhor parceiro para dar início a uma nova fase. Vejo 2009 como um ano complicado em questões extra-campo. Último ano de mandato da presidência, fim do contrato com a Nike, novo patrocinador... Ou seja, um ano de mudanças.
Porém, se estas mudanças forem acertadas, 2010 promete. Leia-se, dentro destes acertos, os seguintes pontos:
  • Afirmação do novo patrocínio;
  • Bom contrato com fornecedora de materiais esportivos - que, como tudo indica, será a Olympikus (lembram dos três pontos de interrogação?);
  • Nova diretoria: compromissada, profissional, honesta;
  • Fim da cultura - que já é antiga no Flamengo - de que não há problemas em atrasos salariais.

Em campo, o time consegue formar bons grupos há dois ou três anos. Falta uma repaginada na área administrativa. E no futebol, existem ótimos exemplos de administradores atualmente. O maior, em minha opinião, é um flamenguista que conquistou a cidade de Milão, na Itália. Leonardo Nascimento de Araújo, ex-jogador do próprio Flamengo, além de São Paulo, Paris Saint-Germain, e Milan. Atualmente, Leonardo ocupa cargo importante na administração deste último, sendo respeitado e sempre ouvido pela diretoria. Como exemplo, ele foi responsável direto pela contratação de Kaká.

Leonardo já manifestou a vontade de trabalhar no Flamengo futuramente. Não sei para quando, exatamente, são as intenções do ex-atleta, mas vejo este momento como, no mínimo, oportuno para esta mudança. Tenho certeza que muito seria melhorado no Fla com Leonardo no comando.

Agora, só nos resta esperar e torcer. E como sempre... nós, flamenguistas, torcendo a favor, enquanto o resto do Brasil torce contra. Sem problemas...

terça-feira, 31 de março de 2009

Meus olhos castanhos

Meus pais me fizeram com olhos castanhos escuros. No fim da última semana, fiquei feliz por este fato, e aliviado por ser inocente. Hmmm... espera aí. Inocente de quê?
Ah, é verdade. Eu não causei a crise mundial! O presidente Lula me inocentou... que bom!
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Mais uma vez, fico perplexo ao constatar o que sai da boca do excelentíssimo presidente. Eu ainda consigo me surpreender.
Denovo essa história de segregação racial, que eu já critiquei aqui neste espaço algumas vezes. Em encontro com Gordon Brown, primeiro ministro da Inglaterra, o homem dá a seguinte declaração sobre a crise financeira mundial: “É uma crise causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes da crise parecia que sabia tudo e que agora demonstra não saber nada”. E ele sabe de muita coisa, né? Sabichão! Que bom que temos um presidente inteligente!
Isso só contribui com a minha conclusão de sempre, e que qualquer um pode tirar sozinho: Lula vive em campanha e fala qualquer besteira que der na telha para agradar seu eleitorado.
Quando questionado sobre a declaração (por um jornalista inglês), Lula se justificou dizendo que não conhece nenhum banqueiro que seja índio ou negro.
Seja falando sobre o "grande pepino" que sobrou para Barack Obama, ou qualquer outra abobrinha pelos quatro cantos do mundo, Lula continua aparecendo nas manchetes de jornais internacionais. "What a brazilian nut!" - algo como "Que brasileiro doido!" - dizia um periódico inglês. Não me lembro exatamente qual, mas o título chamou minha atenção enquanto eu passava pela frente da televisão.
Esta é a imagem que o mundo tem do presidente Lula. Esta é a imagem que eu tenho do presidente Lula.

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Nem tudo são más notícias

Nesta segunda-feira (30), foi divulgada a mais recente pesquisa CNT/Sensus sobre a popularidade do senhor Luiz Inácio e seu governo. Resultado: queda!
Enquanto a aprovação do governo caiu de 72,5% para 62,4%, o expressivo número de 84% de aprovação pessoal de Lula caiu para 76,2%.
Eba!

sexta-feira, 13 de março de 2009

NEGÓCIO FENOMENAL

Três jogos, dois gols, muita expectativa e poucas reclamações. Esta é a situação do atacante Ronaldo, que está de bem com a vida graças ao retorno recente aos campos brasileiros. O Fenômeno mostrou que ainda pode jogar e, pouco tempo depois, ninguém mais lembra que ele foi para uma balada e chegou ao hotel às 5:30 da manhã, seis horas e meia após o combinado pela comissão técnica. Não há dúvidas que o antigo Ronaldinho é um fenômeno de popularidade e um talento indiscutível.
Porém, algumas pessoas que veem o futebol além dos campos podem se perguntar se, em meio à crise que afeta o mundo inteiro, o Corinthians teria dinheiro para bancar esta contratação. A resposta: não só o Timão possui dinheiro, como o Ronaldo solucionaria os problemas financeiros de qualquer time do Brasil.
Para quem não sabe, o salário do Fenômeno funciona da seguinte maneira: o atacante recebe um salário fixo da equipe, que é um pouco mais do que o teto salarial dos outros atletas. Além disso, o acordo prevê que uma fatia do patrocínio das mangas e do calção entre na conta do jogador. Ou melhor, uma fatia do patrocínio das mangas e do calção entra na conta do time, enquanto um pedação entra na conta do jogador: 80% do valor.
Uma pequena sessão de informação e matemática para os leitores: no clássico contra o Palmeiras, no último fim de semana, a Panasonic desembolsou 150 mil reais para estampar sua marca nas mangas do uniforme alvinegro. Por uma partida. 80% de R$150000 = 120 mil no bolso do Fenômeno, em um jogo. Quantos trabalhadores somam esta quantia nos salários de um ano inteiro? Ou seja, um negócio fenomenal.
E para não dizer que só Ronaldo ganha nesta jogada, vamos ao principal patrocínio da camisa do Corinthians: VISA, com a campanha mundial “More people GO with Visa”. 500 mil reais por um jogo, e a imagem do atacante marcando seu primeiro gol após o retorno correndo todos os meios de comunicação pelo mundo inteiro. O time ganha dinheiro, a empresa ganha a publicidade – e que publicidade, não?

Como um bom Flamenguista que sou, andei me perguntando: “Poxa, o Flamengo não tem dinheiro para pagar os jogadores, imagina se o Ronaldo tivesse escolhido permanecer na Gávea?”. Colocando na mesa estes gols, a publicidade e a receita gerada, eu tive minha resposta. O Flamengo estaria muito bem, obrigado.

Ah, existe mais um grupo que ganha com o retorno do Fenômeno: os amantes do futebol brasileiro, que há tempos estavam carentes de um ídolo que jogasse em solo nacional.

ATUALIZANDO... O efeito Fenômeno.

Mano Menezes, técnico do Corinthians, não usará Ronaldo no jogo de sábado, contra o Santo André, pelo Campeonato Paulista. Segundo o treinador, não é hora de forçar, e sim trabalhar com cuidado para que a fase final da recuperação do jogador corra bem.

Com isso, a Dafra (empresa de motocicletas) desistiu de estampar sua marca na camisa alvinegra durante a partida de sábado. Segundo nota divulgada pela empresa, a negociação não será fechada por "falta de tempo hábil". Será? O patrocínio seria no valor de 410 mil reais.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Olha a chuva!

Estou de volta! Porém, não é com alegria que comento sobre a chuva que caiu sobre nossa região durante o fim de semana e que promete voltar e causar mais estragos até quarta-feira.
Neste momento, em que o sol tenta secar um pouco da água que se acumula nos cantos das ruas, muita gente deve estar questionando a sua segurança nos próximos dias - e daqui para o futuro.

A participação de Carlos Ely, responsável temporário pela "Defesa Civil" de Itajaí, no Jornal do Meio Dia (RIC/Record) de hoje deve ter causado desespero em muita gente que esperava palavras que acalmassem. O homem pareceu sem rumo e mostrou que nós realmente não podemos contar com uma Defesa Civil municipal. Culpa dele? Coitado, pra mim não é...

Mesmo com medo de ver nossas ruas cheias novamente, é preciso pensar com racionalidade. Não acredito que ocorra outra enchente nas proporções de novembro passado, não assim de uma hora para outra. Isso porque choveu muito durante três dias naquela ocasião, chovia pouco - mas constantemente - durante mais de dois meses.

Porém, isso não serve de consolo. Muita gente deve passar trabalho durante este início de semana aqui em Itajaí, assim como muitos já passam trabalho em Camboriú, Balneário Camboriú e outras cidades.

Desejo o melhor para todos, e até logo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estrada para a redenção

O rapper T.I. será a estrela de um Reality Show na MTV norte-americana. O objetivo do programa: conscientizar jovens sobre a vida na prisão e os riscos do envolvimento com o mundo do crime.
O cantor, cujo nome real é Clifford Joseph Harris Jr., foi preso em 13 de outubro de 2007 pelas seguintes acusações: posse de três metralhadoras e dois silenciadores sem registro e posse de armas de fogo tendo sido condenado pela justiça anteriormente. A pena poderia chegar a dez anos por cada acusação.
Depois de um acordo com a promotoria, T.I. - que recebeu, entre vários prêmios, dois Grammys em 2007 - se declarou culpado em tribunal e sentenciado a pagar pelo menos 1000 horas de serviço comunitário. Se cumprisse sua parte, Harris teria que passar apenas um ano preso e pagar uma multa de 100 mil dólares.

E é o que vai acontecer agora. No ponto mais alto de sua carreira, o rapper será preso em março. E o reality show faz parte da mudança na vida de T.I., que tem utilizado sua fama e visibilidade para tentar provocar mudanças na vida de vários jovens que se envolvem com o mundo do crime. O programa de televisão, batizado de T.I.’s road to redeption, não conta como serviço comunitário, mas acredito que seja uma boa iniciativa do cantor.

Acredito que esta prisão vai tornar T.I. mais famoso do que já é, e torço para que o cara tome um rumo bom na vida particular e continue a fazer boas músicas... não duvido que um CD novo esteja pronto para ser gravado assim que o cantor for libertado, em 2010.